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The Transparency of Things

Spira : Tempo e Memória

Time and Memory

vendredi 9 février 2018, par Cardoso de Castro

honnêteté
honestidade
honesty
honneur
honra
honradez
honor
honour
retitude
retidão

Original

It is often said that time is an illusion Maya
maya
Mâyâ
Māyā
illusion
ilusão
ilusión
, but if I look back at my life Leben
vie
vida
life
zoe
, memories seem to validate the existence Existenz
existence
exister
existentia
existência
existencia
bios
of time.

Memory mnemosyne
memória
mémoire
memory
seems to validate time, but if we look at it closely we see that it in fact validates the timeless, changelessness of Consciousness Gewissen
conscience
consciência
conciencia
consciencia
Bewusstsein
Bewußtsein
consciencidade
consciousness
conscient
purusârtha
samvid
bodha
cit
chit
.

Memory creates the appearance Erscheinung
apparition
manifestação
aparecimento
apariencia
appearance
Erscheinende
aparição
of time, in which objects are considered to exist independently from one another, and through which they are considered to evolve.

However, we have no experience of a past that stretches out indefinitely behind the ‘present moment.’ And we have no experience of a ‘present moment’ rolling forever forward into the future.

The idea idea
idée
ideia
idea
ιδεα
idéa
that time is like a container, that houses all the events of our lives is in fact a temporal representation vorstellen
représenter
representar
Vorstellung
représentation
representação
representation
representación
saṃkucita
of Consciousness, in the mind esprit
espírito
spirit
mente
mind
manas
mental
.

And likewise, the idea that space Raum
Räumlichkeit
räumlich
espace
espacialité
espaço
espacialidade
espacial
espacio
espacialidad
space
spaciality
spatial
is like a container, that houses all the objects in the world is a spatial representation of Consciousness, in the mind.

Events do not appear in time and objects do not appear in space. They both appear in Consciousness.

When an object sujet
objet
sujeito
objeto
subject
object
Subjekt
Objekt
, which is simply an appearance in Consciousness, is present, its subsequent recollection is obviously not yet present. It is non-existent. And likewise when the recollection, which is simply a thought in Consciousness, takes place Ort
lieu
lugar
location
locus
place
, the original object is no longer present. It is non-existent.

In other words, two dualité
dyade
duality
dualidad
dualidade
dois
two
deux
objects cannot appear in Consciousness at the same time. When one is present the other is not, and vice vice
vices
vício
vícios
défaut
malice
malícia
kakíai
versa.

How then can a non-existent object be remembered ? It cannot. An object is never remembered.

It is in fact a third thought which apparently connects the second thought, the recollection, with the first thought, the object. And when that third thought is present, neither the object nor its recollection are present. This third thought is therefore a concept begreifen 
concevoir
conceber
Begriff
conceito
concept
conception
concepção
concepción
that does not relate to an experience.

Time and memory are apparently created with that third thought, but have no existence apart from that thought.

At the same time we have a deep conviction that the experience of the first object is somehow still present in the form of a memory, that the experience was not entirely lost. Yes ! That which was truly present then is truly present now. Consciousness ! The object borrows its apparent Reality Bestand
Grundbestand
Realität 
réalité
realité fondamentale
réalité subsistante
real
réel
realidad
realidade
reality
, its apparent continuity, from Consciousness.

Nothing Nichts
néant
nada
nothing
VOIRE vide
is ever lost. That which took the shape of the object then, is taking the shape of its ‘recollection’ now.

However, the idea of ‘then’ collapses with this understanding Verständnis
compreensão
entendimento
compréhension
entente
comprensión
understanding
, and with it the idea of ‘now,’ because these two ideas depend on one another.

Therefore time and memory as such are never experienced. The apparent continuity of an object, which memory seems to validate, is in fact the continuity of Consciousness.

It is the ever-present Now.

Português

Frequentemente se diz que o tempo Zeit
le temps
o tempo
the time
el tiempo
chronos
kala
é uma ilusão, mas olho para trás em minha vida, memórias parecem validar a existência de tempo.

A memória parece validar tempo, mas se olhamos de perto para ela vemos que ela de fato valida a intemporalidade, imutabilidade da Consciência.

A memória cria a aparência Scheinen
paraître
aparentar
parecer ser
aparência
seeming
Schein
apparence
semblance
de tempo, na qual objetos são considerados existir independentemente um do outro, e através dos quais são considerados evolver.

Entretanto, não temos nenhuma experiência expérience
aisthesis
experiência
sensação
impressão
impression
impresión
sensación
sensation
sentience
vāsanā
de um passado que se estende indefinidamente para trás do "momento presente". E não temos nenhuma experiência de um "momento presente" estirando para sempre em direção direction
direção
dirección
directions
direções
direcciones
ao futuro.

A ideia que o tempo é como um container, que abriga todos os eventos de nossas visas é de fato uma representação temporal da Consciência, na mente.

E similarmente, a ideia que o espaço é como um container, que abriga todos os objetos no mundo Welt
Weltlichkeit
monde
mondanéité
mundo
mundidade
mundanidade
worldliness
mundanidad
Olam hazé
dṛśyam
é uma representação espacial da Consciência, na mente.

Eventos não aparecem no tempo e objetos não aparecem no espaço. Ambos aparecem na Consciência.

Quando um objeto, que é simplesmente uma aparição na Consciência, está presente, sua subsequente relembrança obviamente ainda não está presente. É não-existente. E similarmente quando a relembrança, que é simplesmente um pensamento denken
pensar
penser
think
pensamento
pensée
pensamiento
thinking
na Consciência, tem lugar, o objeto original não está mais presente. É não-existente.

Em outras palavras, dois objetos não podem aparecer na Consciência ao mesmo tempo. Quando um está presente o outro não está, e vice-versa.

Como então pode um objeto não-existente ser relembrado ? Não pode. Um objeto nunca é relembrado.

É de fato um terceiro pensamento que aparentemente conecta o segundo pensamento, a relembrança, com o primeiro pensamento, o objeto. E quando esse Sein
Seyn
l’être
estre
o ser
seer
the being
be-ing
el ser
esse
sattva
sattā
terceiro pensamento está presente, nem o objeto nem sua relembrança estão presentes. Este terceiro pensamento é portanto um conceito que não se relaciona a um experiência.

Tempo e memória são aparentemente criados com esse terceiro pensamento, mas não têm existência aparte desse pensamento.

Ao mesmo tempo temos a profunda convicção que a experiência do primeiro objeto está de algum modo ainda presente na forma de uma memória, que a experiência não foi
foi
faith
pistis
inteiramente perdida. Sim ! Isso que estava verdadeiramente presente então está verdadeiramente presente agora. Consciência ! O objeto empresta sua aparente Realidade, sua aparente continuidade, da Consciência.

Nada é jamais perdido. Isso que toma a forma do objeto então, está tomando a forma de sua "relembrança" agora.

Entretanto, a ideia do "então" colapsa com esta compreensão, e com ela a ideia do "agora", porque estas duas ideias dependem uma da outra.

Portanto tempo e memória como tais nunca são experienciados. A continuidade aparente de um objeto, que a memória parece validar, está de fato na continuidade da Consciência.

É o sempre-presente Agora.


Voir en ligne : RUPERT SPIRA

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